Em 16 de junho de 1983, nascia oficialmente o bairro de Mangabeira. No papel, era o Conjunto Habitacional Tarcísio de Miranda Burity, com suas 3.238 casas populares. Mas a história real começou antes: desde 23 de abril daquele ano, muitos moradores já haviam "invadido" suas casas, temendo perder o direito ao imóvel se esperassem a burocracia da inauguração oficial.
Não se sabe ao certo se o conjunto foi projetado para ser o maior do país (ou um dos maiores) ou se o objetivo era apenas abrigar os migrantes e retirantes da seca que assolava o sertão. A dúvida faz sentido em uma época em que os governos afirmavam a "grandeza" do país colocando "ão" em tudo — vide o Almeidão e o Amigão, só para ficarmos na Paraíba.
O certo é que o bairro provou ser "do contra": desde sua inauguração antecipada até a recusa em aceitar o destino de ser a "maior favela da cidade", como muitos vaticinavam na época.
Ao longo dos anos, Mangabeira criou identidade própria. Se diziam que era longe de tudo, a solução veio rápido: "vamos ter tudo por aqui mesmo". Assim, o bairro deixou de ser apenas um conjunto habitacional ou uma cidade-dormitório para se transformar no maior bairro da capital e, na prática, uma cidade dentro da cidade.
Hoje, Mangabeira conta com um comércio pujante, um Mercado Público que atende plenamente à demanda da população, além de filiais dos principais bancos e o seu próprio Distrito Industrial.
A presença do poder público é maciça:
Gota publicada em 2026/abr/10
